Saiba tudo sobre a caxumba: infecção viral conhecida também como Parotidite infecciosa


Caxumba: infecção viral chamada de Parotidite infeciosa A caxumba é extremamente contagiosa, possui sintomas muito desagradáveis e pode ter consequências graves. Apesar de a ser considerada uma doença atualmente rara devido à proteção das crianças pela vacina tríplice viral, ainda aparecem alguns casos todos os anos. Continue lendo e veja as causas, sintomas, o tratamento, complicações e fatos sobre essa doença, também chamada de Parotidite infecciosa.

O que é caxumba?

Chamada na medicina de Parotidite infeciosa, a caxumba é uma infecção viral que ocorre apenas nos seres humanos. Ela afeta principalmente as glândulas salivares mas, por vezes, outras partes do corpo são afetadas. A doença normalmente acomete crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade. Atualmente tem rara ocorrência (150 mil casos anuais no Brasil, segundo o Hospital Israelita Albert Einstein) pois as crianças são imunizadas gratuitamente com vacina tríplice viral.

Não há cura para a caxumba, mas a doença é de curta duração – 7 a 10 dias – e se resolve espontaneamente. As maiores taxas de novos casos são relatadas no inverno e primavera.

Como é transmitido o vírus da caxumba?

O vírus da caxumba possui uma cadeia simples de RNA alojado dentro de um envoltório de duas camadas, que fornece ao vírus sua assinatura imunológica característica. Até o momento, apenas um tipo de vírus demonstra ser causador da doença (em contraste com o resfriado comum, que é causado por vários tipos diferentes de vírus).

A caxumba é altamente contagiosa e tem uma rápida propagação entre pessoas que vivem em bairros próximos. O vírus é transmitido diretamente de pessoa a pessoa através de gotículas de saliva expelidas no ar. Além disso, também pode ser transmitido ao tocar em objetos contaminados pelo vírus.

O período de incubação – da exposição ao vírus e início dos sintomas – é de aproximadamente 14 a 18 dias. A excreção viral é de curta duração e o paciente infectado deve ser isolado de outros indivíduos suscetíveis, durante os primeiros cinco dias após o início do inchaço das glândulas salivares.

Sintomas mais comuns da caxumba

Inchaço e dor em uma ou em ambas as glândulas parótidas é o principal sintoma. As parótidas são as principais glândulas salivares, localizam-se um pouco abaixo das orelhas e normalmente não se consegue ver ou senti-las. Outros sintomas são:

  • Sensação de boca seca;
  • Dor ao mastigar ou engolir;
  • Aumento da temperatura corporal (febre);
  • Dores de cabeça;
  • Sensação de cansaço; e outros.

Estes sintomas podem ocorrer antes do inchaço da glândula parótida, que geralmente dura de 4 a 8 dias. A caxumba é normalmente uma doença leve, mas às vezes ocorrem complicações, por isso a imunização é tão importante.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio dos sintomas, no entanto, desde a introdução da vacina, alguns casos são confirmados através de um exame, feito a partir de uma amostra de salivaNão há remédio que mate o vírus da caxumba, na maioria dos casos, o doente sara em uma ou duas semanas, sem maiores problemas. O tratamento apenas visa aliviar os sintomas até que o sistema imunológico elimine o vírus, neste caso:

  • Paracetamol ou ibuprofeno podem aliviar a febre e a dor.
  • Água e mais água. Suco de frutas pode estimular a glândula parótida a produzir mais saliva, e causar mais dor.
  • Fazer compressa quente pode acalmar a dor.

Mas lembre-se, antes de se mendicar é preciso consultar um médico.

Complicações da caxumba

Existem quatro sérias complicações da doença: meningite (infecção do fluido espinhal que rodeia o cérebro e a medula espinhal), encefalite (infecção da substância do cérebro), surdez, e orquite (infecção do testículo / testículos). Todas as quatro podem ocorrer sem que o paciente experimente o clássico inchaço da glândula parótida.

Meningite

Mais da metade dos pacientes com caxumba terá meningite, que pode ocorrer durante qualquer período da doença. Geralmente os pacientes m uma recuperação completa sem efeitos colaterais permanentes.

Encefalite

Até os anos 1960, a caxumba era a principal causa de encefalite em muitas regiões do mundo. Desde a introdução da vacina, a incidência da encefalite ocasionada pela doença caiu drasticamente. Felizmente, a maioria dos pacientes se recuperam completamente sem efeitos colaterais permanentes.

Surdez

Antes da vacinação contra a caxumba, danos permanentes do nervo auditivo resultando em surdez eram comuns. Embora ocasionalmente bilateral, o mais comum é afetar apenas um dos ouvidos.

Orquite

Esta complicação é o efeito colateral mais comum em homens acometidos pela caxumba após a puberdade. Há uma dor intensa, muitas vezes, sendo necessário hospitalização para o controle e é unilateral na maioria dos casos. Alguns pacientes afetados podem ficar com atrofia (tamanho reduzido) em um dos testículos, e alguns têm a fertilidade comprometida. O envolvimento dos ovários, também ocorre em algumas meninas pós-púberes. 

Além disso, pode haver um risco acrescido de aborto se contraída no primeiro trimestre de gravidez. Complicações menos frequentes da parotidite infecciosa incluem: artrite, infecção do pâncreas, infecção do miocárdio (músculo do coração) e doenças neurológicas (por exemplo, paralisia facial, síndrome de Guillain-Barré, etc.). Mas essas complicações não são mais tão comuns, uma vez a maioria das pessoas, nascidas dos anos 60 para cá, são imunizadas.

Fatos sobre a doença

Historiadores médicos acreditam que a documentação de uma doença clínica compatível com a caxumba remonta ao período greco-romano. A primeira vacina eficaz contra a doença foi introduzida em 1948 e usada de 1950 a 1978. Infelizmente, esta estirpe de vacina tinha uma limitada eficácia de memória imunológica de longo prazo. A vacina utilizada hoje em todo o mundo é a tríplice viral e tem 85% de eficácia.

O calendário infantil de imunização da caxumba recomenda a vacinação entre os 12 e os 15 meses e um reforço entre os 4 e os 6 anos de idade. A imunização é geralmente administrada como parte de uma vacina combinada (tríplice viral, conhecida pelo mundo como MMR) também fornecendo proteção contra o sarampo e rubéola.

Conseguimos sanar suas dúvidas sobre a doença? Responda nos comentários!


Sobre Lilian Silva

Bióloga e apaixonada pela escrita, estou sempre em busca de informações úteis as quais possam ser reunidas em textos que ajudem as pessoas.

Deixe seu comentário