Conheça a Síndrome de Guillain Barré, uma doença autoimune rara, porém muito grave


síndrome de Guillain Barré - doença autoimuneA síndrome de Guillain Barré é uma doença autoimune rara, mas grave, que afeta o sistema nervoso periférico (qualquer parte do sistema nervoso fora do cérebro e da medula espinhal).

Essa doença autoimune altera o sistema imunológico do paciente atacando e destruindo certos grupos de células saudáveis. No caso da síndrome de Guillain Barré, são as bainhas de mielina dos nervos periféricos que são os alvos da resposta autoimune.

As bainhas de mielina dos nervos são essenciais para o transporte de impulsos nervosos. Em alguns casos, os axônios nervosos também são atacados – estas são as extensões longas e finas das células nervosas. Como a mielina é lentamente removida, os nervos não podem mais transmitir informações como as sensações de toque para o cérebro. Além disso, o cérebro não é mais capaz de transmitir sinais de volta para o corpo.

A doença normalmente começa como uma sensação de formigamento e fraqueza nas extremidades, muitas vezes nos pés e pernas, e lentamente se espalha até que uma grande parte do corpo é afetada. Isso ocorre porque os nervos que correm para as extremidades inferiores são os mais longos no corpo e, portanto, são mais rapidamente comprometidos.

A síndrome de Guillain Barre é considerada uma doença emergencial e deve ser tratada por profissionais médicos o mais rapidamente possível. Não há cura conhecida para a síndrome, mas vários tratamentos podem aliviar os sintomas e reduzir a duração da doença. A maioria das pessoas se recupera, embora alguns possam ter efeitos prolongados da síndrome, como fraqueza, dormência ou fadiga.

Causas da síndrome de Guillain Barré

As causas exatas da síndrome de Guillain Barré ainda não são conhecidas. A condição muitas vezes se desenvolve alguns dias ou semanas após um problema no trato digestivo ou infecção respiratória, sugerindo que eles podem estar relacionados.

Alguns cientistas acreditam que, de alguma forma, uma infecção viral precede o início da síndrome de Guillain Barré, causando uma mudança nas células dos nervos de alguma forma, tornando-os irreconhecíveis para o sistema imunológico e deixando-os suscetíveis às defesas do corpo.

Embora um grande mistério rodeia a síndrome de Guillain-Barre, existem alguns fatores de risco conhecidos:

  • Homens são ligeiramente mais propensos a contrair síndrome;
  • O risco aumenta com a idade;
  • A infecção por Campilobacter (muitas vezes a partir de carne mal cozida) às vezes precede a doença;
  • O vírus da influenza, HIV (vírus da imunodeficiência humana) e pneumonia causada por uma infecção bacteriana dos pulmões também podem ter relação com o desenvolvimento da doença;

Sintomas

A síndrome de Guillain Barré muitas vezes começa com formigamento e fraqueza começando nos pés e pernas e se espalhando para a parte superior do corpo e braços. Em cerca de 10 por cento das pessoas com o transtorno, os sintomas começam nos braços ou rosto. À medida que a síndrome progride, a fraqueza muscular pode evoluir para paralisia.

Os sinais e sintomas da síndrome de Guillain Barré podem incluir:

  • Sensação de agulhadas nos dedos das mãos, dedos do pé, tornozelos ou pulsos;
  • Fraqueza nas pernas que se espalha para a parte superior do corpo;
  • Incapacidade de andar ou subir escadas;
  • Dificuldade nos movimentos oculares ou faciais, incluindo fala, mastigação ou deglutição;
  • Dor severa que pode se confundir com uma cãibra intensa;
  • Dificuldade para controlar a bexiga ou a função intestinal;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Pressão arterial baixa ou alta;
  • Dificuldade ao respirar

As pessoas com síndrome de Guillain Barré geralmente sentem uma fraqueza mais significativa dentro de duas a quatro semanas após os sintomas começarem.

Diagnóstico

A Síndrome de Guillain Barré é geralmente diagnosticada por avaliações clínicas. Recomenda-se um estudo básico de neuropatia periférica nos casos em que o diagnóstico é incerto.

Pode ser difícil de diagnosticar a síndrome em seus estágios iniciais. Seus sinais e sintomas são semelhantes aos de outros distúrbios neurológicos e podem variar de pessoa para pessoa.

O médico pode optar pelas seguintes avaliações:

  • Punção lombar: Uma pequena quantidade de líquido é retirada do canal vertebral na parte inferior das costas. O fluido é testado para um tipo de mudança que comumente ocorre em pessoas que têm síndrome de Guillain Barré;
  • Eletromiografia: Agulhas finas com eletrodos são inseridos nos músculos. Os eletrodos medem a atividade dos nervos nos músculos.
  • Estudos de condução nervosa: Eletrodos são presos na pele acima dos nervos. Um pequeno choque passa através do nervo para medir a velocidade dos sinais nervosos.

Tratamento e recuperação

Não há cura para a Síndrome de Guillain Barré. Entretanto existem dois tipos de tratamentos que podem acelerar a recuperação e reduzir a gravidade da doença.

Plasmaférese

É um tipo de transfusão, em que a porção líquida de parte do sangue (plasma) é removida e separada das células sanguíneas. As células do sangue são então colocadas de volta no corpo, que fabrica mais plasma para compensar o que foi removido.

A Plasmaférese pode funcionar eliminando do plasma de certos anticorpos que contribuem para o ataque do sistema imunológico sobre os nervos periféricos.

Terapia de imunoglobulina

Imunoglobulina contendo anticorpos saudáveis ​​de doadores de sangue é administrada através de uma veia (por via intravenosa). Altas doses de imunoglobulina podem bloquear os anticorpos prejudiciais que podem contribuir para a síndrome de Guillain Barré.

Também é comum o uso de tratamentos terapêuticos com medicação para aliviar a dor, que pode ser grave e para evitar os coágulos de sangue, que podem se desenvolver pela falta de mobilidade.

Adicionalmente a fisioterapia é realizada durante a recuperação para ajudar o portador da doença a recuperar a força e movimento adequados.

Após os primeiros sinais e sintomas, a condição tende a piorar progressivamente por cerca de duas semanas. Os sintomas atingem um patamar em quatro semanas e a recuperação começa geralmente durando de seis a 12 meses, embora para algumas pessoas possa levar até três anos para uma recuperação completa.


Sobre Galdino

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Ps.
Tenho 47 anos, sou goiano, evangélico, solteiro e tenho um filho de 13 anos, motivo do meu orgulho e alegria.

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