Como manter a saúde do idoso?

Como manter a saúde do idoso? Nosso país pode ser considerado um país jovem de cabelos brancos.

Saúde do idoso

Imagem cortesia de stockimages em FreeDigitalPhotos.net

A cada ano pelo menos 650 mil pessoas ingressam no que classificamos como Terceira Idade, e grande parte desse contingente possuem doenças crônicas, muitos com limitações funcionais.

O Brasil segue a tendência mundial de aumento da população de idosos, fato que deve preocupar a saúde pública, uma vez que, com o aumento da população de faixa etária mais elevada, consequentemente devem aumentar os cuidados com a saúde do idoso, que demandam muito mais cuidados já que eles se tornam mais dependentes e, em muitos casos, precisando de cuidados especiais.

Considerando que tivemos, em 50 anos, um aumento de 600% na população de idosos, vemos a necessidade de a Saúde Pública voltar-se cada vez mais para os cuidados com essa população, exigindo que as relações que a sociedade mantém com os idosos também precisa passar por uma mudança de valores.

O idoso é merecedor de cuidados e atenção especiais, fato que não havia nos séculos anteriores, e a medicina tradicional já se deu conta disso, havendo maior cuidado com as doenças crônicas e com as deficiências apresentadas com a elevação do índice de vida.

Contudo, vemos que, ao mesmo tempo, grande parte dos integrantes da Terceira Idade passa por momentos de tensão e angústia, com necessidades prementes e com a redução constante de aposentadorias e pensões, vivendo o momento em que deviam estar aproveitando um pouco mais a vida com medos e depressão pela falta de assistência governamental, pela falta de atividades de lazer, pelo abandono em hospitais e asilos, enfrentando ainda uma verdadeira barreira com os obstáculos burocráticos para garantir a assistência médica de planos de saúde.

A tudo isso ainda observamos a falta de investimentos públicos para o atendimento especial que o idoso precisa, com a falta de instalações adequadas, carência de programas voltados à Terceira Idade e, ainda por cima, a falta de pessoal capacitado, seja em qualidade ou quantidade, para o atendimento à saúde do idoso.

Atender a saúde do idoso exige, de quem o faz, cuidados com as alterações físicas, psicológicas e sociais que os idosos possuem e que justificam esses cuidados diferenciados.

Nosso país precisa se preparar para cuidar da saúde do idoso.

O profissional da área de saúde, seja ele médico, enfermeiro ou cuidador de idosos, possuem, na sociedade atual, um papel por demais importante, devendo criar, antes dos cuidados físicos, a empatia necessária, a assistência humanizada e o comprometimento com o cuidado personalizado exigido pelas condições do idoso.

Exige-se, portanto, que haja a atenção especial que, mesmo com uma política pública instituída pelos serviços de saúde, ainda não se encontra unificada e coesa em favor da saúde do idoso.

Encontramos, em grande parte dos casos, a fragmentação da rede de assistência, a falta de interação nas equipes, uma excessiva burocracia, baixo investimento na qualificação de quem precisa cuidar da saúde do idoso e, acima de tudo, falta de formação específica para os profissionais de saúde.

Vemos a necessidade da unificação de uma política pública de saúde, mais humanizada e mais direcionada para os cuidados que a saúde do idoso exige. Como país, o Brasil enfrenta o grande desafio de se preparar para, no futuro, ter ainda mais idosos que necessitam de cuidados e o acompanhamento não está sendo feito de maneira coerente, não está ainda oferecendo o suporte para a manutenção da qualidade de vida dos idosos.

Diante disso tudo, é preciso que a sociedade enfrente o problema da saúde do idoso como uma prioridade, repensando políticas e práticas de assistência, dedicando ao idoso os cuidados que ele precisa e merece.

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