PRESSÃO ARTERIAL: hipertensão, pressão alta, hipotensão, pressão baixa


Pressão arterial, pressão alta, pressão baixa, hipertensão arterial, hipotensão arterial. Afinal, o que significam estes termos? Continue lendo e descubra o que significa e como cada um destes fatores interferem na sua saúde e qualidade de vida.

Pressão arterial

Pressão arterial - hipertensão, pressão alta, hipotensão, pressão baixaA pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias, sendo considerada pulsátil, aumentando quando o coração base e reduzindo quando o coração relaxa. A contração do músculo cardíaco é chamada de sístole e o relaxamento do coração é a diástole. Assim, a pressão sistólica é a pressão durante o batimento do coração, enquanto a pressão diastólica é a pressão na fase de relaxamento do músculo cardíaco.

Conhecemos a medição da pressão arterial através desses dois momentos, por isso a pressão arterial é aferida com dois valores, o máximo e o mínimo. Por exemplo, uma pressão de 11 por 7 é quando temos uma pressão sistólica de 110 mmgHg contra uma pressão diastólica de 70 mmgHg.

Os critérios estabelecidos pela medicina indicam os valores de referência normais para a pressão arterial, que estão em torno de 120 mmHg x 80 mmHg, quando a pressão está normal, ou seja, 12 x 8. Os valores da pressão arterial normal são aqueles menores ou iguais a 12 x 8. Nos casos de pré-hipertensão, teremos os valores de 13 x 9 e, para a hipertensão os valores acima destes, considerando hipertensão de grau I e de grau II (nesse caso, quando a pressão está acima de 16 x 10).

O corpo humano está limitado a trabalhar com a pressão arterial normal. Quando os vasos estão expostos ao aumento dessa pressão arterial, sujeitos à hipertensão, corremos o risco de lesões nos órgãos como o coração, os olhos, os rins e, principalmente, o cérebro.

Hipertensão – pressão alta

Pressão arterial - hipertensão, pressão alta, hipotensão, pressão baixaOs problemas de pressão arterial, envolvendo hipertensão, conhecidos como pressão alta na linguagem popular, são uma das doenças mais comuns entre os seres humanos, apresentando-se em 1 a cada 5 pessoas no mundo. Em alguns países, mais da metade das pessoas acima dos 60 anos apresenta problemas de hipertensão.

A hipertensão arterial é considerada uma doença de extremo perigo, já que pode não apresentar qualquer sintoma em grande parte dos casos. Quando a pressão arterial se eleva, não apresenta qualquer sintoma, que podem surgir apenas muito tarde, depois de provocar lesão em algum órgão.

Assim, na verdade o que sentimos em casos de hipertensão arterial, são as consequências de muitos anos de hipertensão, quando não sabemos que a possuímos ou quando não a tratamos corretamente.

A recomendação médica é que todas as pessoas, independente da idade ou de situação física, afiram a pressão arterial regularmente. É a única forma de sabermos como estamos funcionando para tomar providências e evitar danos aos nossos órgãos.

A crendice popular comenta sobre sintomas da pressão arterial alta e muitas vezes nem mesmo a medicina consegue convencer da falta de sintomas da hipertensão.

Assim, por exemplo, a dor de cabeça ou dor na nuca é vista como um sintoma de pressão alta, mas a dor na cabeça ou na nuca só se apresenta quando os níveis da pressão arterial estão extremamente altos, acima de 22 x 11 e, nesse caso, a pessoa acometida está praticamente tendo um infarto.

Outra associação feita com a pressão alta são a ansiedade e o nervosismo, mas, nesse caso, o nervosismo e a ansiedade é que podem provocar aumento da pressão arterial, e não o contrário. A pressão alta pode causar sintomas como falta de ar e fadiga em casos extremos, criando crises de ansiedade.

A tontura, muitas vezes, também é associada popularmente com sintomas de hipertensão arterial, e esse sintoma, na verdade, pode ser apenas um efeito colateral de algum medicamento utilizado para manter o controle da pressão arterial e não propriamente um sinal de que a pressão arterial esteja aumentando.

Outros sintomas comumente relacionados com a pressão alta, como ondas de calor, vermelhidão no rosto ou sangramento nasal, também são crendices popular. Qualquer alteração no meio ambiente ou nas condições físicas pode provocar esses sintomas, ou seja, até mesmo o consumo de álcool, o excesso de exercícios físicos ou uma situação de estresse emocional, podem causar alguns sintomas que, erroneamente, são confundidos com pressão arterial elevada.

O que precisamos levar em conta é que a hipertensão arterial é uma doença extremamente silenciosa, adaptada ao nosso organismo e não provocando qualquer tipo de sintoma. Qualquer sintoma só irá aparecer quando houver um pico súbito da pressão arterial, podendo, nesses casos, mostrar-se como consequência de algo anormal no organismo, provocado exatamente pela alta pressão arterial e, em alguns pacientes, mostrando-se como uma situação muito mais grave, como um AVC ou um infarto, que pode ser fatal se a pressão arterial não for cuidada.

Mantendo o controle sobre a pressão alta

Por se tratar de uma doença que não apresenta sintomas aparentes, os cardiologistas recomendam visitas regulares ao médico para que seja aferida a pressão, principalmente se há alguém na família que tenha tido problemas de hipertensão. Se a pessoa sempre teve pressão normal, no entanto, em momentos de crises de pressão alta, alguns sintomas podem ajudar a identificar o problema, como por exemplo:

  • Súbita dor de cabeça quando a pressão é alterada;
  • Insônia, que pode atacar quem tenha pressão alta;
  • Quando a pessoa sente palpitação no peito, sentindo que o coração está se esforçando mais;
  • Depois de uma atividade física, a pressão alta pode provocar cansaço acima do normal;
  • Se a pessoa fica constantemente indisposta, pode ser um sintoma de pressão alta;
  • Quando a pressão sobre repentinamente, a pessoa pode sentir tonturas.

Tratamento da pressão alta

A maior parte das pessoas que tem pressão alta não sabe que está sofrendo com o problema e, consequentemente, não faz o tratamento de forma correta. O tratamento da pressão alta pode exigir ou não o uso de medicamentos, e isso pode levar a pessoa a relaxar com o tratamento. Na maior parte das vezes, os médicos recomendam apenas que a pessoa busque um estilo de vida mais saudável, evitando gorduras e frituras, eliminando álcool e fumo e tendo a alimentação mais equilibrada.

Além disso também é importante reduzir o consumo de sal na alimentação. O sal é o pior inimigo da pressão alta, principalmente se a pessoa já tem sobrepeso, uma situação em que a pressão pode subir ainda mais. Quando a pessoa tem peso normal, a pressão também tem a tendência de se normalizar.

Um dos principais cuidados para pessoas hipertensas é com relação ao colesterol, que precisa estar sempre dentro de níveis normais. Além disso, pessoas portadoras de diabetes também podem desenvolver pressão alta.

A melhor recomendação para pessoas que tenham pressão alta, além da alimentação equilibrada, é a prática de exercícios físicos, que vai ajudar a eliminar as toxinas e gorduras e fazer com que a pressão se estabilize.

Em alguns casos, a pressão alta exige que o paciente faça uso de medicamentos, mas isso deve ser feito estritamente sob recomendação médica, uma vez que muitos remédios provocam efeitos colaterais e deve haver o acompanhamento também desses efeitos.

Se o paciente precisar de tratamento medicamentoso, é necessário que seja persistente, que não deixe de tomá-los, já que o descuido pode resultar em casos, como derrame, infarto, falência renal, além de outros problemas.

Hipotensão arterial – pressão baixa

Pressão arterial - hipertensão, pressão alta, hipotensão, pressão baixaQuando o fluxo de sangue para o sistema circulatório cai, deixando de fornecer a quantidade suficiente de oxigênio para as células, temos a pressão baixa, podendo surgir sintomas como perda de forças, fraqueza, tonturas, suores frios, sensação de desmaio e falta de energia, que podem ser em graus variados.

Para diagnosticar a pressão baixa é necessário fazer o exame clínico e o levantamento do histórico do paciente, podendo também ser necessários exames laboratoriais. Em alguns casos, o médico pode solicitar a monitorização ambulatorial da pressão arterial, exame conhecido como MAPA.

Uma pessoa pode ser considerada com pressão baixa, também chamada hipotensão arterial, quando os níveis estão abaixo de 90 mmHg x 60 mmHg, ou 9 x 6. No entanto, podem existir pessoas com boa saúde que tenham níveis mais baixos, sem que se manifestem os sintomas da hipotensão arterial.

A medicina não considera a pressão baixa uma doença grave em si, embora ela possa estar relacionada com doenças mais graves, como por exemplo, embolia pulmonar, diabetes, doença de Addison e síndrome de Shy-Drager, entre outras.

O que provoca a pressão baixa

A hipotensão arterial ou pressão baixa pode ocorrer em situações em que haja perda do controle do fluxo sanguíneo, ou quando ocorre a redução da quantidade de sangue no corpo, situação denominada hipovolemia.

Situações como desidratação, uso excessivo de medicamentos contra a hipertensão, jejum prolongado ou uso de remédios diuréticos e emagrecedores podem trazer essa condição. Nos dias de muito calor existe também a tendência de as pessoas terem os níveis de pressão reduzidos, já que as artérias ficam dilatadas e o sangue não precisa forçar tanto para sua passagem.

Uma causa de queda de pressão bastante comum é quando uma pessoa se levanta de repente, depois de estar abaixada, sentada ou deitada, quando ocorre um déficit momentâneo de irrigação no cérebro, causado pelo retorno venoso mais lento e falta de sangue no coração. Essa situação é chamada de hipotensão postural, ou hipotensão ortostática, sendo uma situação bastante frequente em idosos que usam drogas hipertensivas ou em portadores de diabetes.

A pressão baixa ainda pode ocorrer quando uma pessoa fica muito tempo parada, em pé, ou até mesmo em resposta a um grande impacto emocional.

O limite aceitação de hipotensão deve ser determinado pelo fluxo do sangue e pelo fornecimento de oxigênio aos tecidos e órgãos para que continuem funcionando. Quando não há essa situação, a pessoa pode ser considerada com choque circulatório, criando uma situação muito mais grave, exigindo atendimento médico.

Tratamento da pressão baixa

O tratamento da pressão baixa deve ser feito através das características físicas, da gravidade e das causas dos sintomas. Caso não haja nada disso, uma pessoa saudável com pressão baixa não precisa de qualquer tratamento. No entanto, quando a pressão baixa é causada por uma doença qualquer, o tratamento deve ser direcionado para essa doença causadora do problema.

Para uma pessoa que tenha repentinamente pressão baixa, a primeira medida a ser tomada é fazer com que ela se deite numa posição confortável, com os pés acima do nível do coração e da cabeça, fazendo com que tome líquidos em pequenos goles, dando preferência a um suco de frutas, no caso de estar em jejum há muito tempo.

Caso o problema não seja resolvido em 15 minutos, é aconselhável solicitar ajuda médica.

Recomendações para controlar a pressão baixa

Para qualquer pessoa podem ocorrer episódios de pressão baixa. Assim, é importante seguir algumas recomendações, no caso de algum sintoma:

  • Se estiver deitado por muito tempo, deve se sentar primeiro e ficar nessa posição durante um tempo antes de se levantar;
  • Verificar se algum medicamento que esteja utilizando possui algum tipo de ação sobre a pressão arterial;
  • Praticar exercícios físicos com regularidade, já que eles fazem bem ao sistema circulatório e à pressão arterial;
  • Não ficar muito tempo em ambientes quentes e úmidos;
  • Não ficar muito tempo em jejum;
  • Tomar bastante líquido durante o dia para evitar desidratação.

A recomendação para toda e qualquer pessoa é fazer uma avaliação clínica periodicamente, medindo a pressão pelo menos uma vez por ano ou sempre que sentir algum sintoma diferente.

Veja também:
Diabetes: você não precisa passar por isso
Alimentos que previnem o Mal de Alzheimer
9 remédios caseiros para evitar a gripe suína


Sobre Galdino

Paixão por saúde e qualidade de vida.

Desde 2013 buscando informações sobre a melhor maneira de se viver com mais saúde e melhor qualidade de vida. Mantenho alguns blogs com o objetivo principal de passar adiante as informações e o conhecimento que tenho adquirido ao longo desse tempo.

Durante esses anos tenho “corrido” atrás de conteúdos relevantes que, de alguma forma possa me ajudar e ajudar outras pessoas a viver com mais qualidade de vida.

Ps.
Tenho 47 anos, sou goiano, evangélico, solteiro e tenho um filho de 13 anos, motivo do meu orgulho e alegria.

Sou apaixonado séries e filmes de ação e adoraria aprender tudo sobre fotografia.

Deixe seu comentário