Veja alguns perigos trazidos pela dieta da USP


Popular durante os anos 90, a chamada dieta da USP (que, por sinal, não possui qualquer relação com os cientistas da Universidade de São Paulo, nem qualquer aquiescência provinda deste corpo de profissionais) voltou à tona devido ao aparecimento de novas dietas à base de proteínas.

Dieta da USPEmbora o cardápio sugerido pelo processo realmente consiga produzir os efeitos desejados, o emagrecimento pode vir acompanhado de uma série de desagradáveis efeitos colaterais. De acordo com os nutricionistas, o grande problema da dieta da USP e similares é a baixa ou quase inexistência do consumo de alimentos que contenham carboidratos. Em virtude disso, defensores de um emagrecimento saudável e que não agrida o organismo abominam os métodos por considerá-los excessivamente radicais. Os males causados em decorrência da adesão à referida dieta também devem colocar muitos pontos de interrogação nas cabeças de quem está pensando em seguir o procedimento. Saiba mais detalhes sobre o assunto na sequência.

Afinal, como funciona a dieta da USP?

A dieta deve ser seguida por uma sequência de 15 dias, sendo que há um intervalo de 24 horas entre uma semana e outra. Durante este dia inteiro que separa as duas etapas da dieta o indivíduo pode se alimentar sem restrições.
Basicamente, o cardápio é composto por alimentos como o limão, o café, o iogurte natural, o frango, os ovos, o queijo branco, carne de peixes e vermelha, alface, vagem, agrião, tomate, chicória e cenoura. Frutas devem ser ingeridas após o término do 4º dia. No mais, bebidas que contenham álcool devem ser evitadas.
Segundo os adeptos, se não houver nenhum desvio com relação à “fórmula” sugerida, em 15 dias é possível perder até 10 quilos. O resultado rápido atrai muitos incautos que nem desconfiam que, dentre outras sequelas, a dieta pode trazer todos os quilos de volta devido ao efeito “sanfona”.

Os primeiros efeitos da dieta
O processo acelerado de queima de gordura inerente à dieta da USP faz com que o organismo gere uma substância conhecida como corpo cetônico. Excretado por meio da urina, do hálito e do suor, em grande quantidade esse elemento produz um odor extremamente forte, facilmente percebido pelas pessoas que estejam ao redor.
Ainda conforme o relato de nutricionistas, o adepto da dieta pode apresentar sinais de fadiga mental, exaustão física e vertigens. O resultado é uma pessoa menos atenta aos detalhes de procedimentos que antes lhe eram comuns e simples. Logo, não raro o “tratamento” leva à perda de concentração durante a execução das funções do trabalho.

O temido efeito “sanfona”
É fato público que dietas rigorosas levam ao retorno dos quilos eliminados. Como qualquer outro método hipocalórico usado para atingir metas de emagrecimento em prazos curtos, a dieta da USP também provoca o retorno quase instantâneo do peso anterior. Isso acontece porque a dieta cria uma ilusão, pois o peso perdido se constitui, basicamente, de líquidos, que por sua vez são facilmente repostos pelo organismo tão logo o indivíduo volte à sua rotina alimentar de antes.

Metabolismo em descontrole
A dieta da USP retoma um tipo de alimentação que já fazia parte de um passado longínquo: as três refeições diárias. Atualmente, devido à correria insana proporcionada pelo ritmo intenso de quem vive nas cidades, mais do que um hábito saudável, é humanamente impossível se alimentar apenas três vezes ao longo do dia. Isso significa que os organismos estão cada vez mais habituados a receber alimentos parcos com intervalos de poucas horas.
No entanto, para cumprir com o cronograma da dieta é imprescindível ostentar somente as três refeições básicas em um dia inteiro. O equívoco reside no fato de que, quanto maior for o tempo entre uma refeição e outra, mais lento será o metabolismo e mais profunda será a sensação de fome. Além disso, longos períodos sem comer levam o corpo a secretar gordura em uma ação preventiva e de defesa quanto à falta de alimentos.

Quando até o adoçante pode trazer prejuízos
A dieta da USP não permite que o café ou o chá receba açúcar. A solução é a utilização de adoçantes em larga escala. Mas, os nutricionistas alertam que a ingestão sem limites do aspartame (o adoçante mais usado) introduz no organismo a fenilalanina. Esta substância pode ocasionar desde uma singela dor de cabeça até uma preocupante depressão ou esquizofrenia.

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Sobre Galdino

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